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terça-feira, 22 de maio de 2012

A Escolha de Sofia

Por: Filipe Cintra - Cronista do DNA Rubro-Negro e do Olho no Lance! Siga no Twitter: @filipefcintra
Thomás e a Roma Vender uma promessa que ainda não vale o que querem pagar ou segurar o jogador que pode não valer isso no futuro? Especulou-se essa semana que a Roma estaria interessada em contratar o jogador Thomás por empréstimo de 1 ano, pagando 500 mil Euros por isso, com passe fixado em 8 milhões de Euros. Além disso, eles facilitariam a vinda do Juan. Thomás é um jogador de 19 anos, que chegou ao Flamengo em 2008 vindo do Botafogo (também passou por um período de testes na Roma). Subiu para os profissionais ano passado e oscilou muito em suas apresentações. Esse ano foi devolvido aos juniores pelo técnico Joel Santana. Minha opinião: Baita negócio. Eu não acho que Thomás seja um craque e nem vá ser. Um bom jogador? Sim. Pode valer mais do que 8 milhões de Euros no futuro? Pode, mas não acho que vá acontecer. Recentemente o São Paulo vendeu o Lucas Piazón por 7,5 milhões de Euros. Lucas Piazón foi destaque nas seleções de base, coisa que o Thomás não foi e mesmo assim estaríamos vendendo por mais. Além disso, já surgiram rumores de que ele estaria deslumbrado com a vida de profissional, com noitadas, etc. Não sei se é verdade, mas isso não teve influência na minha opinião. E quantas vezes tivemos “futuros craques” saindo das divisões de base que não vingaram? Erick Flores, Nélio, até o Diego Maurício, que poderia ter sido vendido ano passado, não foi e caiu drasticamente de produção. Por essas e outras sou receptivo à negociação do Thomás nos termos apresentados. Qual a sua opinião sobre o assunto? É um bom negócio pro Flamengo?

domingo, 25 de março de 2012

Procura-se o time do Hexa!

Por Matheus Laboissière (http://www.planotatico.com/) e no Twitter: @planotatico


Desde 24 de julho de 2010, logo após a traumática eliminação no Mundial da África do Sul, o técnico Mano Menezes, dono de campanha memorável com o desconhecido XV de Novembro-RS na Copa do Brasil de 2004, quando levou o time gaúcho às semifinais – caiu diante do Santo André-SP, sem contar as passagens por Grêmio-RS e Corinthians, é dono do posto mais cobiçado entre as seleções nacionais. De lá para cá, ou seja, em quase dois anos de trabalho, creio que os resultados dentro de campo estão muito aquém do que o futebol pentacampeão pode apresentar.

Diante das grandes seleções, casos das favoritas ao título da Copa do Mundo de 2014, Alemanha e Espanha, passando por França, Holanda e Argentina, os brasileiros não tiveram vitórias – não vale o triunfo de 2 a 0 sobre os hermanos de 28 de setembro de 2011, válido pelo Superclássico das Américas, no qual as formações não foram as principais. A vantagem mais larga alcançada pelos comandados de Mano Menezes foi de três gols, diante do Barcelona B (7 de setembro de 2010) e Irã (exatamente um mês depois).

Culpado!

Com resultados pobres como esses, além do mau futebol, só se pode atestar que há algo muito errado no trabalho do técnico brasileiro. E, em minha “desimportante” opinião, o principal culpado é o próprio treinador. Claro que há de se afirmar que a transição das gerações que disputaram a Copa da África do Sul impede que a maioria da atual entre em campo nos caríssimos estádios brasileiros em 2014.

Para se ter uma ideia, atletas como Juan, Felipe Melo, Elano, Gilberto Silva, Luís Fabiano, Gomes, Josué, Gilberto (lateral-esquerdo, ex-Cruzeiro e Botafogo), Júlio Baptista, Kléberson, Doni e Grafite fizeram parte do elenco de Dunga. O azar de Mano Menezes é que dois grandes condutores da mudança de gerações, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, não conseguem voltar aos bons tempos de antigamente – este último desde 2006 –, quando exibiam forma física exuberante, inerente para que as grandes jogadas fossem criadas.

Assim, sem muitos jogadores experiente a serviço da seleção, a fim de preparar o terreno para os mais novos – as exceções são o zagueiro Lúcio e o goleiro Júlio César –, Mano Menezes se viu obrigado a testar, experimentar, arriscar, observar, analisar... Jogadores jovens, sem tanta experiência internacional, para montar um elenco a fim de buscar – e levantar, espera-se – o tão sonhado Hexa. Mas é exatamente aí a minha crítica...

Sagrado!

Nos últimos 12 meses, Mano Menezes chamou 66 diferentes jogadores, das mais variadas posições, incluindo as figurinhas carimbadas, como Júlio César, Thiago Silva, Daniel Alves, Marcelo, Paulo Henrique Ganso, Lucas do São Paulo, Leandro Damião e Neymar. Em relação a esses, a concordância com as opções do treinador é de 100%, e até se poderia incluir o lateral-direito Maicon, que para mim é melhor que Daniel Alves, que não joga o mesmo futebol do Barcelona na seleção.

Porém, há outros que o técnico natural de Passo do Sobrado, no interior do Rio Grande do Sul, decidiu observar de perto que não posso concordar em hipótese nenhuma! Não há explicação para o chamamento de jogadores como o atacante Kléber Laude Pinheiro, revelado pelo Atlético-MG e atual Porto-POR. Aos 21 anos, o atleta teve período curto de destaque pelo clube lusitano, o que, convenhamos, não quer dizer muita coisa...

O futebol português é considerado de médio escalão, bem longe da qualidade das ligas top da Europa. Tirando Porto, Benfica e Sporting Braga (este último talvez), os demais participantes são fraquíssimos. Performances de jogadores brasileiros em Portugal não servem como parâmetro para convocá-los à seleção brasileira – claro, o atacante paraibano Hulk também se inclui nessa, assim como Bruno César, do Benfica.

Entre várias convocações com as quais não concordo (depois vem a justificativa), destaco mais duas. O que o atacante Borges, aos 31 anos, fez melhor do que quando defendeu o Paraná-PR, no Brasileirão 2005, em que apareceu para o futebol nacional? Daqui a dois anos, o atleta terá 33 anos e, mesmo que tenha sido artilheiro do Brasileirão 2011, ele não poderia ser convocado somente por isso, tem de ter sequência – não há mais tempo para ele, infelizmente.

Já com Elkeson, revelado pelo Vitória-BA e contratado pelo Botafogo-RJ, é um pouco diferente. Aos 22 anos, o meia habilidoso teve destaque no clube baiano, jogou uma ou outra partida na Estrela Solitária e ganhou sua chance com a camisa amarela. Aliás, nem chegou a entrar em campo, prova de que o bom momento, por enquanto, não se sustenta. Claro que ele pode ser convocado, para o Mundial, inclusive, mas só comporá elenco desta vez, como o fez Viola em 1994. Não há mais tempo para Elkeson provar que pode vestir a camisa da seleção brasileira.

Até porque, para mim, vestir a camisa da seleção brasileira está para o que a vaca representa aos indianos. Isso mesmo, a amarelinha é sagrada, não se pode banalizar o uso dela! E é esse o principal erro de Mano Menezes: jogou um pouquinho bem, já pode vestir o manto pentacampeão... Não pode, não, ora essa – lastimáveis as disputas do Clássico das Américas, totalmente improdutivo ao Brasil; você só pode inserir novas peças na espinha dorsal substituindo um ou dois jogadores, não formar um novo time! O técnico gaúcho teve dois anos para fazer testes a torto e a direito, e quase não soube aproveitá-los.

De concreto, temos Thiago Silva, talvez Júlio César, Neymar, Ganso, Lucas do São Paulo (este último em menor medida), Daniel Alves, Leandro Damião (bem melhor que Alexandre Pato atualmente) e Marcelo, de titulares. O resto do time está em aberto e Mano Menezes tem de começar a construir o planejamento tático, dar a possibilidade de esses atletas jogarem mais vezes juntos, a fim de criarem intimidade dentro das quatro linhas. Hoje, se tivesse de apostar, o dia 13 de julho de 2014, data da grande final da Copa do Mundo do Brasil, não teria o anfitrião em campo. Ainda estou procurando o time do Hexa...

quarta-feira, 7 de março de 2012

O Quê vai ser, Flamengo?

Escrito por: Alexandre Souteiro

E eis que chegamos ao terceiro jogo mais importante do ano, ou para os menos dramáticos, mais um jogo da Libertadores.

Não é preciso frisar que é OBRIGAÇÃO lotar o Engenhão. Jogo dia 8, todo mundo com grana no bolso, e como domingo tem amistoso pelo Carioca, devemos focar a Liberta e passar amanhã e quinta preparando a garganta para ensurdecer os emelequianos.

Sobre o tal drama que vive o time, pergunto aos que passaram os últimos meses pedindo pela garotada: vocês não queriam isso? Não era esse o desejo explícito de grande parte da torcida? Por que o pavor agora? Medinho de perder?

Oras, isso aqui é Flamengo ou framengo?

Se vai me responder que é o segundo, nem compra ingresso. Fica em casa e não me aporrinha as idéias. Ou pensamos na vitória, ou nos tornamos um Marechal Hermes Futebol e Regatas da vida.

O grande lance é que urge a necessidade de sermos rubro-negros (Neves, Maurício, 2001, in Lista Flamengo do YahooGroups). De gritarmos como se fosse o jogo de nossas vidas. De alimentar a vontade dos jogadores com nosso amor, com a nossa Fé. A Fé que nunca perdemos, mesmo nos momentos mais difíceis.

Não esperem deste crítico ácido coisas como fora fulano ou volta pra casa mamãe. Eu quero apoiar, pois sei que é o papel que devemos cumprir.

Nessas horas, em jogos de Libertadores, eu esqueço disso. Quero os 3 pontos, custe o que custar. Que entrem o campo o porco e a galinha. Determinação, comprometimento, envolvimento. E GARRA.

Pois não existe tempo de recuperação. O nosso caminho será determinado pela escolha de nossos jogadores, de nossa torcida. Eles, de entenderem o que é e quanto vale o Manto. Nós, de mostrarmos nosso tamanho, nossa força. E, juntos, darmos mais um passo.
Que escolhamos o caminho certo. Que saibamos escolher o caminho certo.

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Sobre o problema de saúde de Renato, é claro que desejarei recuperação total dele. Uma coisa é vê-lo barrado. Outra, é desejar o mal do cara. Simples assim.


E nada mais digo.

Eu no twitter: @alextriplex

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Homem que Parava o Anjo

Escrito por: Patrícia Castelan    Twitter:@patycastelan

Quem foi o maior marcador de Garrincha, o Anjo das Pernas Tortas que encantou o mundo com seus dribles desconcertantes, sua irreverência e forma de jogar únicos? Cada torcedor vai ter uma opinião a respeito e dizer que foi o marcador do seu time na época. A nós cabe a certeza das palavras do próprio Anjo: "Jordan foi meu marcador mais leal". Palavra de Anjo e portanto, indiscutível.




Nascido no Rio de Janeiro em 17 de fevereiro de 1932, Jordan da Costa jamais foi expulso em toda sua carreira (o Anjo jamais erraria). Começou a carreira profissional no São Cristóvão em 51 mas já em 52 foi par o Flamengo de onde nunca mais saiu até parar de jogar em 1963.
Jordan é o quarto jogador que mais vestiu o manto sagrado rubro-negro na história do Clube (Júnior, Zico e Adílio são os três primeiros). Foram 608 mágicas vezes em que o lateral esquerdo brilhou com a camisa do Flamengo entre os anos de 52 e 63. Lateral esquerdo (atuando também como volante algumas vezes), Jordan era um jogador muito habilidoso. Seu futebol enchia os olhos e quando era Fla x Bota, todos podiam contemplar dois mestres ao redor da bola. Ambos sabiam como tratá-la. Toque refinado e sem nenhuma falta. Um defensor como poucos existiram e existirão na história do futebol mundial.
Com o manto e ao lado dos também míticos, Garcia, Marinho, Pavão, Servílio, Dequinha, Joel, Rubens, Índio, Benitez e Esquerdinha , Jordan foi um dos ícones da conquista do Tricampeonato do Mengão nos anos de 53-54-55 . Time mágico que inspirou divinamente Wilson Batista, compositor do Samba Rubro-Negro que anos mais tarde João Nogueira iria eternizar adicionando os nomes de Zico, Adílio e Adão misturados aos dos gênios, Rubens, Dequinha e Pavão.






A última conquista com o manto de Jordan foi o Torneio Rio-São Paulo de 1961. 
No último dia 17, vítima de complicações decorrentes da diabetes, o mestre Jordan, já com uma das pernas amputadas em virtude da doença (uma ironia imensa da vida ), nos deixou. 
Sobre o mestre, o outro mito rubro-negro, Zico, escreveu as seguintes palavras no Twitter: "Dia triste com a morte de Jordan. Vi muitos jogos e os duelos leais com o Garrincha foram marcantes. Meus sentimentos aos familiares" (Zico). 
Podemos sem dúvida nenhuma, mexer um pouquinho na divina letra do Samba Rubro-Negro e dizer: "O Mais Querido, tem Rubens, Dequinha, Pavão e Jordan". 
Descanse em paz gênio leal - Descanse em paz Jordan!! 



domingo, 4 de dezembro de 2011

Agustín Valido - O craque argentino do Flamengo

Escrito por: Patrícia Castelan  / @patycastelan

Domingo, 04 de dezembro de 2011, um dia para entrar na história do futebol mundial e sobretudo, para os brasileiros. Foi um campeonato brasileiro mágico, o mais disputado da era dos pontos corridos, o mais emocionante e para completar, quis o destino que este fosse coroado com um domingo só de clássicos regionais e clássicos de vida ou morte como é o caso para o CAP e para o Cruzeiro. O título que está entre Corinthians e Vasco acabou por ficar nas mãos de seus arqui-rivais Palmeiras e Flamengo. Como se já não fosse emoção suficiente para todos os que amam futebol, hoje ainda durante a madrugada, nos deixou um mito do futebol mundial, Dr. Sócrates. Sócrates encantou justamente Corinthians e Flamengo e o resto do mundo jogando ao lado de Zico, Júnior e cia na brilhante Seleção de 1982. Sócrates brilhou como meia atacante e também fora dos gramados com seu senso crítico e político peculiar, único.
De luto todos estamos mas o show deve continuar e hoje será um daqueles dias que entrarão na história do futebol mundial.
Em meio a toda essa emoção, como legítima apaixonada por futebol e sobretudo, pelo Flamengo, resolvi resgatar um Flamengo e Vasco histórico e uma figura mítica pouco lembrada por nós, rubro-negros e adoradores da bola. Agustín Valido é o nome da fera.
Ainda ontem eu dizia a um amigo muito querido que escrever sobre futebol sem paixão, é melhor não escrever. E escrever sobre o Flamengo sem paixão então .. imperdoável. E é com todo meu amor pela arte futebolística e pelo mengão que escrevo estas palavras e lhes convido a uma breve viagem no tempo:

Agustín Valido nasceu em Buenos Aires em 1914. Era um atacante por excelência, jogava no Boca Juniors quando veio para o Flamengo em 1937, jogou 143 vezes com o manto e marcou 45 gols pelo time rubro-negro e foi protagonista de uma das maiores conquistas do jovem Clube que recém havia aberto suas portas para o futebol.




Sou suspeita para dizer mas como toda a história do Flamengo no futebol, a do Valido foi muito mágica também.
O Flamengo era brilhante em 1940. Tinha Zizinho, Domingos da Guia, Valido, Perácio e outros grandes ídolos do futebol que marcaram seus nomes também na Seleção Brasileira.
O mundo estava vivendo os horrores da Segunda Guerra nesta época e entre uma notícia e outra do Repórter Esso que era o programa de rádio que dava a situação da época, os brasileiros de norte a sul do país vibravam e sentiam-se felizes com o Flamengo que a todos encatava com seus talentosos jogadores.
O time rubro-negro havia conquistado o BI do Carioca com os títulos de 42 e 43 quando Perácio, o homem dos chutes fortíssimos foi convocado para lutar pelas Forças Armadas na Guerra, para ser Pracinha na Itália e o Flamengo perdia seu atacante. E agora? Valido tinha se aposentado e os torcedores do Fla estavam atônitos porque sem Perácio, conquistar o Tri do Carioca seria algo impossível.
Um belo dia, Valido foi convidado para jogar uma pelada na Gávea e foi quando o técnico rubro-negro, Flávio Costa, teve a brilhante idéia que salvaria o projeto (parafraseando Luxa), do Tri.
Valido sempre foi um apaixonado pelo Flamengo e sempre disse que jogar no Fla foi a maior emoção da vida dele. O craque titubeou na época  mas aceitou voltar e foi brilhante. Já no primeiro jogo, foi uma das estrelas da goleada sobre o Fluminense de 6 x 1.
O time que tinha Jurandir, Newton, Quirino, Biguá, Bria, Jaime, Zizinho, Pirilo, Tião, Vevê e Valido fez o Fla  brilhar e lá estava o time disputando a final contra o Vasco da Gama.



Novamente, o estino voluntarioso quis mexer seus pauzinhos e naquela manhã Valido amanheceu com 39 graus de febre mas mesmo assim, como bom filho, não fugiu à luta e foi para a batalha no Maracanã.
A Gávea estava em festa. Mais rubro-negro que preto e branco, como sempre e novamente quis o destino que a final fosse inesquecível.
A partida foi extremamente disputada e os gols não saíam. O time do Vasco também era excelente e tanto se defendia como atacava muito bem. Aos 41 minutos do segundo tempo, o craque Vevê cobra uma falta e Valido não perdoa, cabeceia e o goleirão do Vasco, Barqueta manda a bola para escanteio. Vevê cobra o escanteio, Valido cabeceia de novo e É GOOLL do Flamengo. A torcida explode e invade o campo consagrando Valido como o grande herói do título, beijando=o, jogando-o para cima, nesta hora já não havia mais febre nem nada que fizesse o craque infeliz, era só alegria, afinal,  não era só mais um campeonato mas sim o 1 TRI Capeonato Carioca do Mengão.
Os vascaínos reclamaram que Valido fez falta mas não adiantou o choro, Fla era TRI e Valido o herói rubro-negro dos gramados e Perácio, o herói rubro-negro de Guerra.
Há algum atrás, Valido, que depois do Fla havia sido campeão nacional com o Boca em 37, deu uma entrevista à ESPN falando que os dias de Flamengo foram os melhores da vida dele, a sua maior emoção, sua maior paixão.
Hoje novamente teremos um Flamengo e Vasco daqueles de arrepiar. Por negligência do nosso técnico e do elenco atual, que têm muito que aprender sobre raça, amor e sobre o que é o Flamengo com os mitos do passado, não disputa o título mas diputa uma vaga na Libertadores e tem a obrigação de continuar a tradição de humilhr os vascaínos. Vai ser de arrepiar. Que novamente o destino nos seja generoso e que neste dia tão marcante, mais uma vez tenhamos um Flamengo e Vasco para entrar na história!!!
SRN a todos!!!

quarta-feira, 9 de março de 2011

David e Golias dos Gramados

Escrito por: Patrícia Castelan / Twitter: @patycastelan

Depois de cada jogo da UCL 'chovem" textos sobre os mesmos, ainda mais quando se trata de clássicos, como foi o jogo de ontem entre Barcelona e Arsenal. Geralmente a visão é técnica e analisa profissionalmente ambos os times.
O que eu trago aqui é uma visão um pouco diferente. Trago minha visão como torcedora e não de um só dos times mas dos dois.
Um amigo muito especial me disse um dia que é muito sofrimento ter tantos times mas não pude evitar. Sou Flamengo sobre todas as coisas mas alguns times mundo afora me fascinam pela história e pelo futebol que jogam, caso de Barcelona e Arsenal.
Desde a decisão da UCL de 2005 Barcelona e Arsenal dão espetáculo na competição (em 2005 o Barcelona venceu a UCL sobre o Arsenal por 2 x 1).
Donos de times primorosos desde esta época, acabam sempre se enfrentando em algum momento da UCL e este é sempre um dos jogos mais esperados por todos nós o que resulta em sofrimento e alegria dobradas para mim o que é muito bom também.
No primeiro jogo, no Emirates (casa do Arsenal), o time mostrou porque arrebatou meu coração na Inglaterra. Com uma capacidade única de superação, o Arsenal (David da minha analogia) virou o jogo para cima do poderoso e quase invencível Barcelona (o gigante Golias).
O brilhante jovem francês Samir Nasri estava de volta ao time mas o Barcelona, conjunto de talentos indiscutível, dominava o pueril time de Wénger, o enredava com seu toque de bola primoroso. Villa, também um jovem talento catalão, abriu o placar e todos pensamos, o Arsenal vai ser massacrado em casa. De forma alguma. Wénger e o Arsenal, como já contei em outro post são o caso de amor mais duradouro do futebol moderno. Wénger com seu jeitão descobridor e lançador de novos talentos ao futebol, conhece cada um dos seus jogadores muitíssimo bem. Na minha visão, nenhum outro técnico tem tanta habilidade para coordenar o time como ele. Tem o Arsenal nas mãos. Sabe exatamente quem e onde colocar. Suas alterações, se ele não as faz muito tarde, costumam modificar o jogo por completo e não foi diferente desta vez. Mexeu primorosamente no time e Van Persie empatou. Arshavin que havia entrado há pouco tempo, virou para os Gunners e o Emirates veio abaixo. O pequeno David havia vencido o gigante Golias mas ainda restava a segunda e final etapa e o desafio desta vez seria nas Terras de Golã (Camp Nou) e a batalha seria ainda mais difícil para o pequeno David.
Arsenal e Barcelona encantam pelo toque de bola primoroso, pela apurada técnica, pela riqueza do futebol jogado por ambos e ontem, na etapa final pela classificação, todos esperávamos mais um show mas não foi o que eu vi.
Sem Piqué e Puyol, Guardiola fez umas alterações no time e errou muito ao deixar Keita no banco e colocar Mascherano como tiular. Vamos combinar, Mascherano vestindo a camisa do Barcelona é uma agressão aos olhos, ao time e ao futebol. Não que ele tenha se saído mal, porque espantosamente não fez nenhuma burrada mas isso não muda o fato de ele ser um jogador grosseiro.
Wénger? Bom, este errou tudo. Talvez tranquilo pelo fato de o Arsenal precisar somente de um empate para a classificação do time ou algumas outras combinações de resultados, por ter vencido em casa, Arsène colocou o time todo para trás. Mas ser defensivo como, tendo um time extremamente habilidoso nas mãos? Falta, por exemplo, um brucutu como Mascherano ao Arsenal mas Wénger não atentou para isso.
Logo no início do jogo, o time de UK sofreu com a contusão do apesar de muito jovem, goleirão Szczesny que foi substituído pelo tb ainda jovem mas superado, o espanhol Almunia. Pensei: pronto. Está feita a goleada. Mas ao contrário, Almunia mostrou todo seu talento em fazer defesas dificílimas. Foi um paredão contra os poderosos chutes de Messi, Xavi, Villa. Almunia em momento algum comprometeu o time, ao contrário, o honrou salvando-o de uma goleada.
Se no primeiro jogo Wénger acertou apostando em Van Pesie, neste ele errou gravemente. Não era nitidamente jogo para o holandês, que acabou burramente sendo expulso mais tarde assim como não era jogo para o Pequeno Mozart, o talentoso Rosicky que ganhou esse apelido pela prematuridade com que demonstrou seu enorme talento no futebol. Só depois dos 70 minutos de bola rolando é que Wénger, tendo o time nas mãos, fez suas óbvias substituições, mudanças de sempre, tão óbvias que podemos saber até quem e quando ele irá fazê-las. Pena que desta vez Arshavin e Bendtner entraram tarde demais.  O time que já não contava com Walcott que fez muita falta,  se encontrava completamente perdido em campo e não havia mais nada que pudesse ser feito. Os jogadores estavam nervosos, fazendo faltas, sendo expulsos como foi Van Persie, ou seja, o jogo estava perdido para o Arsenal por culpa de Wénger que desacertou o time desde o início recuando-o quando não existe nenhum jogador no Arsenal que tenha essas características. Com o talento que este elenco possui, a sua melhor defesa sempre foi e sempre vai ser, o ataque. Além de tudo isso, o Gunner ainda sofreu com a atuação bizonha do seu capitão, a sua referência em campo, Fábregas. Césc estava ontem absolutamente irreconhecível e óbvio, isso abalou todo o grupo que o tem como mito, símbolo.
Esta conjunção de fatores fez com que o poderoso Barça nem precisasse usar seu futebol. Nitidamente o Barcelona não se esforçou. Xavi e Messi brilharam como esperado mas não tinha adversário que lhes imputasse nenhum perigo do outro lado. Foi um massacre no qual só Almunia jogava do lado Gunner e o Barça não precisou usar nem 40% do que sabe para vencer o desacertado time que Wénger fez questão de estragar ontem.
Quando o técnico erra tudo extra campo, como Wénger fez ontem, falta ao Gunner jogadores experientes, que dêem segurança e calma aos mais jovens. Henry pensa em voltar e isso seria fantástico ao time do Arsenal.
Já o Barcelona, este tem talentos para dar e vender e alia com perfeição, juventude, talento e experiência.
O jogo teve alguns lances que alguns fizeram como cavalo de batalha, inclusive Wénger que depois do jogo ficou reclamando do pênalti dado ao Barcelona. Realmente no segundo tempo não houve penalidade mas no 1º sim, havia sido infração e esta não foi marcada.  O árbitro errou em ter ido pela digamos, Lei das Compensações? Errou. Mas o fato é, não iria mudar nada para o Arsenal. 2 x 1 para o Barcelona iria para prorrogação certo mas quem disse que o Barça não iria fazer outro gol de qualquer forma? O time estava anos luz em superioridade ao pobre guerreiro mas perdido Arsenal. Barcelona só não fez mais gols ontem porque como eu falei, não precisa, não quis fazê-los e foi melhor assim, mais digno, mais bonito. os massacres são sempre ruins ainda mais quando se trata de grandes times como ambos são. Depois vale ressaltar que as estatísticas do Barcelona são assombrosas: o time catalão só tomou 26 gols num período de um ano. Só Xavi 106  passes: a estatística é a seguinte:  Xavi = 106 pases > Wilshere + Diaby + Cesc + Rosicky + Nasri + Arshavin = 91 pases
Assombroso não? E deste time que falam que precisa de apito amigo? Não né? Não dá para engulir isso.
Assim como não dá para engulir que digam que falta raça ao Arsenal. Também é um erro brutal. Falta maturidade e Wénger acertar as escalações mas coragem e talento não faltam nunca ao time de UK.
Como torcedora de ambos, partidas assim são muito estranhas e não, não me acostumo, apesar de todo ano passar por isso. É um misto de sentimentos muito curioso. É dizer: Vai Messi, faz mais um!! e Ao mesmo tempo  dizer: Não deixa Clichy!! Pega Almunia!! Mas isso tudo é tão curioso, contraditório quanto bom de sentir. Coisas que só o futebol pode fazer!
Na minha história o Golias venceu o pequeno e talentoso David mas ano que vem tem mais e talvez a história seja outra! Estou muito feliz com o Barça até porque sei que seria horrível se o Arsenal vencesse ontem porque inconstante do jeito que o time, não iria longe e hoje eu não poderia dizer aos torcedores dos demais times (com exceção do Milán, que joga hoje e tb sou Rossonera rs), este ano o Barça vai levar mais uma UCL =D
Agora, se der Barça e Milán  na final eu volto contando como foi minha saga rs!!






 





    


































 

sábado, 5 de março de 2011

De Repente, Futebol !!!

Escrito por: Patrícia Castelan / Twitter: @patycastelan

Recentemente ouvi do meu pai "O que eu fiz para ter uma filha assim como você, tão viciada em futebol? Se você tivesse nascido um homem com certeza não iria gostar tanto". Meu irmão já diz que a "culpa" é toda dele e não deixa de ser realmente.
Meu irmão tem 09 anos a mais do que eu e quando que nossa mãe estava grávida, só o que ele dizia era "Oba! Eu vou ter um irmão para jogar futebol comigo!". Resultado, quando ele soube caiu em prantos e dizia "Não, não! Não quero uma irmã !!" A crise dele foi tamanha que ele não queria nem me ver. Levou semanas para que isso acontecesse rs. Flamenguista doente, depois que ele finalmente me viu, gostou e aceitou tamanho "castigo"  mas a primeira coisa que fez foi me levar para o futebol. Quando raramente minha mãe pedia a ele que cuidasse de mim, me levava no carrinho até o muro mais próximo onde ele ficava batendo a bola quando os demais gurís da vizinhança não aguentavam mais jogar e ele ainda estava lá, inteiro com muita vontade de jogar bola, ou seja, meu sono foi muitas vezes embalado pelo som da bola na pé. Aos 5 anos já jogava bola com ele e com os demais meninos, seus amigos. Era ridículo quando eu estava de saia pois apareciam os hematomas de toda a perna porque assim como Gattuso e Meterazzi o fundamento que eu melhor aprendi com a bola nos pés foi a falta e eu me divertia demais com isso afinal, eu podia bater em todo mundo e eles não podiam fazer nada rs.
Hoje ele me diz rindo: "a culpa é minha desse seu vício! Você é mais viciada do que eu". Mas ao contrário do que possa parecer, a "culpa" não é dele e sim de um inglês chamado Charles William Miller.
Charles Miller tinha pai escocês e mãe brasileira de descendência inglesa.
Charles estudou na Inglaterra e lá conheceu um esporte chamado futebol. Quando retornou ao Brasil, Charles nas malas uma bola, chuteiras, uniformes e um livro contendo as regras daquele esporte que ele aprendera na Inglaterra.
Miller foi um entusiasta do novo esporte e apresentou o futebol àquele que anos mais tarde seria chamado de "O País do Futebol".
Montou um time e lhe denominou São Paulo Athletic Club. Fundou também a Liga Paulista de Futebol (logicamente a primeira do país) e teve êxito como jogador e árbitro, função que desempenhou mais tarde. Tudo para não desligar-se da sua paixão, o futebol.
O esporte mais antigo e que pode remeter ao futebol é um jogo chinês chamado Cuju. Havia dois times e o objetivo era passar pelos adversários e chutar a bola para dentro de um espaço com uma pequena rede.
Muitos anos mais tarde, os ingleses, já acostumados e enfastiados do Rúgbi decidiram criar um novo esporte o qual denominaram futebol. Sim, se hoje rimos das propagandas de Rúgbi (isso ainda vai ser grande no Brasil), devemos nos lembrar que nosso futebol tão amado teve origem nele.
Atualmente, mais de 270 milhões de pessoas jogam futebol e existem incontáveis campeonatos espalhados por todo o mundo.
Depois que Charles Miller trouxe o futebol para o Brasil e graças à ginga, à molecagem, ao talento inebriante do brasileiro, o esporte tomou alma, vida e se simplesmente o esporte mais popular do mundo. Somos mais de 6 bilhões de seres humanos hoje e em qualquer país que você vá, sempre haverá uma bola e alguém mesmo sendo criança, que diga Pelé, Romário, Ronaldo. Isso não é fantástico?
Voltando a falar de mim, eu poderia ter crescido e começado a odiar tudo isso afinal, ainda é um universo muito masculino. Se você é mulher tem que estar preparada para ouvir muitas coisas, se acostumar com a linguagem e com as formas muitas vezes toscas dos homens se expressarem e o fato de que eles sempre acham que sabem mais do que você simplesmente por serem homens. O mais maravilhoso é que nenhuma dessas coisas importa quando o assunto é futebol. No futebol só importa a paixão que você sente pelo esporte e é exatamente o nível deste sentimento que vai determinar o quanto você entenderá ou não do assunto.
Eu costumo dizer que nós não escolhemos o time do coração. Não. Muito ao contrário. Eles nos escolhem. A primeira vez que eu vi um gramado com jogadores vestindo uma camisa vermelha e preta e uma torcida que fazia vibrar qualquer estádio eu senti que meu coração tinha arrebatado eternamente por este time.
É algo incontrolável. Não se trata de razão, se trata de simplesmente sentir que seu dispara do nada assim que vê aquela camisa.
Como toda e todo amante do futebol, sou fã de Armando Nogueira e já dizia o mestre Armando:


“Brinquedo mágico que se submete suavemente à vontade do homem.” 
“Se a bola soubesse o encanto que tem, não passaria a vida rolando de pé em pé.” 

É mágico ver a bola rolando, um estádio lotado. Nada se compara à felicidade de um gol, um título do time amado que no meu caso ocupa o lugar de honra do meu ♥.
Esse paixão pelo esporte fez com que eu tivesse me encantado também por mais 07 times ao redor do mundo mas nada se compara ao meu favorito, àquele que quando alguém fala mal é como se falasse de mim.
Quem é ele? Ah, vocês sabem mas eu mostro com muito orgulho:



Se vocÊ ainda não foi mordido pelo bichinho do futebol, aproveitem o final de semana para conhecer melhor e encante-se com este esporte completamente ilógico, que depende de muitos fatores, inclusive da sorte para se obter êxito. Não precisa assistir cerca de 10 jogos em final de semana como eu (isso quando saio) rs mas permita-se levar, tomar pelo fascínio desse esporte tão rico e tão único. Ame o futebol e ele amará você de volta, pode ter certeza de que lhe dará muitas felicidades e uma felicidade única!!